no preciso momento
Quando Maria acordou João estava no rio encostado ao horizonte no preciso momento em que o dia nascia e os dedos de um sol já vigoroso percorriam o canavial semi-erguido.
Em cada palavra, mesmo na mais humilde, há uma alma, um sonho cujo único perímetro é não o ter, uma deusa profana e bondosa. Mas para cada alma há também uma palavra. E as palavras são as missangas dos horizontes sem fim.
Apenas os instantes são capazes de dar ao tempo o que lhe falta: a surpresa. Em cada imprevisto viaja o arrepio que o tempo, em sua densidade homogénea, ao mesmo tempo teme e anseia.
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